Amamentação – Parte 2

AMARmentar, e o que ninguém te conta.

Na gestação do Rico eu preparei as mamas, fiz inúmeros banhos de Sol, passei esponja para “engrossar o bico”, fiz a técnica do radinho… e não tive nenhum problema, já na do Felipinho fiz um Post no Instagram e choveu comentários de que eu estava errada, que isso não se fazia mais, bom coincidências ou não: fissuras.

Vocês sabiam que a maioria das mãezinhas que pararam a amamentação exclusiva foi decorrente de algum trauma mamário? Tive alguns obstáculos na amamentação do Fê, mas seguimos mono teta e na livre demanda até hoje.

Entre as alterações mamárias mais comuns na primeira semana de amamentação, destaca-se: ingurgitamento, dor, mastite, edema e trauma mamilar.

Ah o trauma mamilar, ele está entre as principais causas do abandono do aleitamento materno. Geralmente o mesmo ocorre na primeira semana após o parto, no meu caso uma pega errada quando ele estava com 4 meses.

Juro que eu prefiro 10 partos normais há um machucado na mama. Uma noite o Fê pegou o peito errado e fez uma bolha (lembra que falamos da pega no parte 1?) que doooor, tentei de tudo: SOl, esparadrapo, ai comprei aquele *protetor de silicone indicação de algumas amigas, mas a dor era na feridinha, nada adiantou até chamar minha Anja (uma enfermeira especializada em amamentação) para laserterapia. Mas calma, amamentar não é sofrimento, tem carinho, tem amor, tem apego.

 

 

Esse foi o que eu comprei para usar, ele é extremamente fininho, porém no meu caso não adiantou, algumas mamães me disseram que para elas foi muito bom. Lembre-se sempre de perguntar ao seu médico se ele indica determinado produto para você, cada caso é um caso.

 

 

 

Outras causas possíveis seriam: o uso de cremes e óleos (que deixam a pele fina e sensível) ou de sabonetes (que ressecam a pele) nos mamilos, a presença de mamilos curtos, planos ou invertidos, disfunções orais na criança, frênulo lingual excessivamente curto, sucção não nutritiva prolongada, uso impróprio de bombas de extração de leite, não interrupção adequada da sucção da criança quando for necessário retirá-la do peito, uso de protetores de mamilo (intermediários) e exposição prolongada a forros úmidos.

Para prevenir a ocorrência de fissuras a mãe deve:

  • atentar à pega da mama,
  • manter as mamas secas,
  • realizar ordenha manual para permitir que a aréola esteja maleável e o bebê consiga realizar a pega correta
  • eliminar o uso de produtos (cremes, óleos, sabonete)
  • não utilizar conchas ou intermediários
  • oferecer a mama em livre demanda e antes que o bebê esteja com muita fome
  • quando necessário retirar o bebê da mama, colocar o dedo mínimo em sua comissura labial até a língua para eliminar a pressão negativa

No entanto, quando a fissura acontece, ela é muito dolorosa e pode levar ao desmame precoce, por isso é importante tratá-la corretamente, procure sua GO ou até um mastologista, mas NÃO SE AUTOMEDIQUEM. Eu recorri a minha GO e a enfermeira de amamentação, que faz um trabalho lindo aqui na Baixada Santista,  usamos a Laserterapia.

Além de corrigir a pega da mama e posição, o tratamento indicado pelo Ministério da Saúde é:

  • oferecer a mama menos afetada inicialmente, assim o bebê já estará mais saciado quando for para a outra mama e haverá menor pressão negativa
  • realizar ordenha prévia para liberação do leite
  • oferecer a mama em outras posições, até encontrar a mais confortável
  • Não se deve utilizar banho de luz, banho de sol, secador de cabelo, pois hoje se sabe que a cicatrização de feridas é mais eficiente se as camadas internas da epiderme (expostas pela lesão) se mantiverem úmidas
  • dar pausa na amamentação do lado afetado por alguns dias até que a fissura cicatrize, mas realizar ordenha manual durante este período.
  • Não utilizar cremes, óleos, compressas de chá ou quaisquer outros produtos. Seus efeitos não são comprovados.
  • Cuidado com o uso da lanolina purificada. Ela pode diminuir o desconforto da lactante, porém não existem evidências de que esse produto acelere a cicatrização.

 

 

 

 

AMAmentar é um ato de doação, de amor, de acalanto. Além de alimentar estamos nos conectando, aumentando nosso vínculo mãe e filho. Não deixem que “conselhos” lhe frustem e ou lhe desanimem, VOCÊ é a melhor mãe que seu filho pode ter.

 

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