O Câncer de Mama x Amamentação.

O Câncer de Mama x Amamentação.

Nesse mês de Outubro toda quarta-feira teremos a linda Drª Anna Paula Lemes nós trazendo informações e nos lembrando sobre a importância do auto cuidado.

Outubro: mês de lembrar da prevenção de Câncer de mama através da campanha Outubro Rosa. É também neste momento que muitas dúvidas aparecem relacionadas a essa doença e a amamentação.

Será que a mulher que amamenta tem alguma proteção em relação ao Câncer de Mama?

Será que a mulher pode ter diagnóstico de Câncer de Mama durante a Amamentação?

Será que a mulher que já tratou de Câncer de Mama pode a amamentar?

Como sabemos, a amamentação é um dos momentos mais importantes onde aumentamos o laço afetivo entre mãe e filho. Na faculdade eu tinha uma professora de psicologia que dizia, nesse momento o bebê ama com a boca e a mamãe ama com a mama. Além disso, os benefícios físicos para ambos são enormes, existem várias teorias que sugerem que mulheres que amamentam tem menores chance de desenvolver câncer de mama e ovários. Durante a amamentação o útero volta ao tamanho normal mais rápido e o sangramento diminui. O bebê que recebe o leito materno, que é um alimento completo, ganha proteção contra doenças, prevenção de formação incorreta dos dentes, problemas da fala e melhora o desenvolvimento e crescimento.

E por todos esses fatores, fica claro o aparecimento de tantos questionamentos que envolvem o Câncer de Mama e a Amamentação, o desejo da maternidade vem junto ao desejo de amamentação, eles estão intensamente relacionados a feminilidade dessas mulheres, que pode ser abalada quando temos a doença.

A boa notícia é que hoje sabemos que estudos apontam que quanto mais tempo a mulher amamenta menor o risco de desenvolver câncer de mama. Uma mulher que amamenta por um ano tem 4,3% menos chances de desenvolver tumores na mama. Isso pode estar associado a teoria da renovação celular, que se baseia no fato de que enquanto o bebê suga o leite, o movimento promove uma espécie de esfoliação do tecido mamário, realizando uma renovação de células, e eliminando células agredidas. Quando termina a lactação, várias células se autodestroem, e dentre elas algumas que poderiam ter lesões no material genético. O fator mais aceito, é que as taxas de estrogênio caem durante o período de aleitamento, e este hormônio tem relação direta com estímulo da proliferação das células tumorais de câncer de mama.

O diagnóstico de Câncer de Mama infelizmente pode ocorrer durante a gestação ou o período de amamentação, portanto, deve ser adequadamente tratado, e acompanhado por especialista. Durante o tratamento oncológico, a mulher não pode amamentar em hipótese alguma, sob o risco de passar a medicação pelo leite materno para o bebê. Sendo assim, com a ajuda do pediatra, devem ser pensadas alternativas para alimentação saudável do bebê, seja por banco de leite ou suplementos indicados pelo pediatra.

– Drª Anna Paula Lemes –

O aleitamento materno pode ter sucesso após diagnóstico, tratamento e seguimento de câncer de mama, se bem acompanhada e orientada. Claro que cada caso é um caso, e que as dificuldades estarão presentes, mas podem ser superadas em alguns casos. Uma mulher que fez uma mastectomia (retirada) de uma mama e tem a outra sem alterações, pode amamentar. Em outros casos em que foi realizada a retirada parcial da mama, dependendo do tipo de cirurgia e como a doença se manifestou, a mulher pode amamentar naturalmente, se os ductos que levam o leite ao mamilo não tiverem sofrido alteração.

O mais importante é não desistir no primeiro obstáculo ou simplesmente perder a esperança. Sempre buscar ajuda especializada e esgote todas as possibilidades para chegar alcançar seu objetivo.

A Drª Anna Paula - CRM 125790 atende por telemedicina, Hopsital São Lucas e em seu consultório.

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