Semana de trabalho com 4 dias, vem entender esse projeto que se iniciou no Reino Unido.

Semana de trabalho com 4 dias, vem entender esse projeto que se iniciou no Reino Unido.

Trabalhar 4 dias e folgar 3!

SONHO de consumo não é? Pois bem, o Reino Unido o projeto piloto se iniciou em junho e aproximadamente 3 mil trabalhadores de mais de 30 setores da economia estão testando o modelo de trabalho no país, que promete manter os lucros das empresas enquanto proporcionam uma vida mais saudável e um mundo mais sustentável.

A pandemia mostrou que é possível manter os bons resultados mesmo com a equipe de colaboradores trabalhando de suas casas. Agora, o Reino Unido propôs a redução de jornada de trabalho para quatro dias durante a semana, sem redução de salários e benefícios, inclusive em subsidiárias de empresas britânicas no mundo todo.

Durante o programa, os trabalhadores recebem 100% do salário por trabalharem 80% da semana habitual, mas com promessa de manter 100% da produtividade.

Para Rica Mello, gestor de pessoas, palestrante e empreendedor em diversas áreas de atuação, podem existir diversas metodologias em relação às horas de trabalho.

“Podemos ter colaboradores que trabalhem três, quatro, cinco dias por semana. É importante ter essa flexibilidade para não perder os melhores talentos do mercado e para que eles fiquem confortáveis com o modelo de trabalho oferecido. Na minha empresa, por exemplo, tenho pessoas em cargos de liderança que, provavelmente, aceitaram a posição pela possibilidade de trabalharem em casa durante parte da semana, seja qual for a razão dessa necessidade”, relata.

O empresário afirma que é preciso entender as necessidades de cada setor de uma empresa, já que alguns pedem uma atuação presencial diária. “A atuação em um escritório pode acontecer no modelo home office ou jornada reduzida de 4 ou 3 dias sem problema algum. Por outro lado, em uma fábrica, por exemplo, a atuação presencial se faz imprescindível e um funcionário que trabalha nesse ambiente muito provavelmente deverá estar lá presencialmente durante todos os dias necessários. É preciso entender as diferentes demandas para cada um dos departamentos, para cada uma das pessoas que estão no time e saber trabalhar com isso de uma maneira que gere os melhores resultados”, pontua.

Os testes irão acontecer no Reino Unido até dezembro, com a participação de mais de 70 empresas. As organizações que aderiram ao movimento poderão participar de oficinas e seminários on-line com a mentoria de especialistas e companhias que já implementaram a jornada semanal de 4 dias com sucesso.

Não é só no Reino Unido.

A Islândia foi pioneira em um projeto como esse, o país com imensas geleiras havia conduzido o maior piloto de uma semana de trabalho mais curta entre 2015 e 2019, com 2.500 funcionários do setor público envolvidos em dois grandes testes. Já a Nova Zelândia experimentou essa maior flexibilidade em 2020 com uma iniciativa da Unilever.

No Brasil, bancários incluíram a pauta na campanha salarial para 2022.

Para Rica Mello, o movimento é importante e abre um leque gigantesco de possibilidades.

“O único ponto crucial, ao estabelecer modelos distintos dentro de uma mesma empresa é deixar claro que existem prós e contras para cada decisão, já que colaboradores de uma mesma empresa ou área de trabalho podem ter tratamentos diferentes em relação à carga e o modelo de trabalho.

É esperado que um funcionário que trabalhe menos horas por mês, seja por trabalhar menos dias em uma semana, ou por trabalhar menos horas por dia, tenha uma evolução de carreira mais lenta em uma empresa. “É um trade-off que deve ser entendido por todos, para que ninguém se sinta desconfortável com as suas decisões e modelos de trabalho” ressalta Rica Mello.

“Mas acredito ser possível em grande parte das áreas de atuação do mercado. É muito legal quando as empresas dão esse tipo de flexibilidade aos seus colaboradores porque, com isso, elas acabam retendo os melhores talentos. Permitir modelos com jornadas mais flexíveis faz parte da administração de funcionários em empresas com uma gestão exponencial, e pode trazer uma série de benefícios a curto, médio e longo prazo”, finaliza.

Aqui no Brasil esse movimento vem ganhando forças, e começam a dar seus primeiros passos.

Sobre Rica Mello

Rica Mello é apaixonado por gestão, números, estratégia e pessoas. Dedicou uma década auxiliando grandes empresas como consultor estratégico da McKinsey e Bain & Company antes de criar seus próprios negócios. É empreendedor serial e está à frente de negócios em diversos segmentos como indústria, distribuição, importação, varejo, e-commerce e educação. Auxilia empresários a navegar no desafiante mercado brasileiro e é uma das lideranças da indústria que se preocupam com iniciativas de coleta e reciclagem de materiais. Possui MBA pela Kellogg School e especialização pela Singularity University. Ele aprendeu a gerenciar empresas de qualquer lugar do mundo, para alimentar sua outra grande paixão, que é viajar.  Conhece 136 países e almeja visitar todos os países do mundo até 2025.

Para mais informações, acesse https://ricamello.com.br/ ou pelas redes @ricamello

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